100 Neblinas
Sempre apanhas-te o tal comboio, eu já perdi uns tantos em outras tantas encruzilhadas, vou-te reencontrar num porto de abrigo, perdido, vou-te reencontrar numa esquina qualquer sem saber o teu nome de mulher, e dar-te um bilhete.
Na terra do nunca poderás sempre ser quem és, corre, salta, está ao teu alcanse, nunca percas o balanço, esse será sempre o caminho, nunca feches os olhos quando olhas para ti, acredita, e de coração aberto recebe este bilhete.
Na terra do nunca serei sempre eu, tu e nós, 100 neblinas nas entre-linhas, que a terra do nunca seja mais que a palavra de Capelo Gaivota, seja sempre os sentidos vividos e outros tantos mares onde se multiplicam olhares eternos.
Publicado por oceanus3 em
01:30 AM
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